Vigilância em Saúde de Joinville alerta sobre perigo da hanseníase

Vigilância em Saúde de Joinville alerta sobre perigo da hanseníase
Vigilância em Saúde de Joinville alerta sobre perigo da hanseníase

 

 

Uma doença infectocontagiosa, de evolução lenta, que se manifesta principalmente por meio de sinais e sintomas relacionados a lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Trata-se da hanseníase, causada por uma bactéria, o Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, um parasita.

A contaminação da hanseníase ocorre por meio de tosse e espirro de uma pessoa doente e sem tratamento. Não é transmitida no abraço, aperto de mão ou carinho, nem no contato com roupas, pratos, talheres e copos do doente. Pode atingir pessoa de qualquer idade.

Mundialmente, a data de combate à Hanseníase é o último domingo de janeiro, que será o dia 26 este ano. O objetivo é alertar a sociedade sobre a doença e contribuir para a diminuição do preconceito contra as pessoas afetadas e seus familiares.

Em Joinville, as ações são promovidas no trabalho diário das equipes de saúde. Em 2019 foram registrados 15 casos novos de hanseníase no município. De acordo com a enfermeira Aline Rios Simões, do Setor de Hanseníase e Hepatites, do Centro de Vigilância em Saúde, esse número parece baixo, mas 10 deles apresentam elevado grau de incapacidade e alta carga bacteriana, o que significa infecção ativa na cidade. Nos casos de diagnóstico, são examinados os contados de familiares e sociais da pessoa doente.

Os sinais e sintomas da doença são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, à dor e ao tato, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos de braços, mãos, pernas e pés. Por comprometer os nervos periféricos, uma característica principal é provocar incapacidades físicas que podem, inclusive evoluir para deformidades e problemas psicológicos.

“Por isso é importante o diagnóstico para medicar e para prevenir o contágio de outras pessoas”, reforça Aline. O tratamento é feito com poliquimioterapia e, já nas primeiras doses, via oral, a pessoa deixa de ser transmissora da doença. Dependendo da classificação da doença, o tratamento pode durar de 6 a 12 meses.

Em caso de suspeita de contaminação ou dúvidas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde mais próxima de sua casa, ou a Unidade Sanitária, que fica na rua Abdon Batista, 172, Centro. Mais informações pelo telefone (47) 3417.1377, das 7 às 13 horas.

 

 

Por: Secom

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