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Vigilância Ambiental cria estratégias para combater o Aedes aegypt

Vigilância Ambiental cria estratégias para combater o Aedes aegypt
Vigilância Ambiental cria estratégias para combater o Aedes aegypt

 

A Vigilância Ambiental de Joinville criou estratégias para a contenção da proliferação e o combate ao mosquito Aedes aegypt, através da intensificação das visitas aos imóveis, que será iniciada até o fim de março.

Esta ação conta com parceria do 62º Batalhão de Infantaria, que vai atuar com foco principal nos bairros Jarivatuba e Fátima, bastante infestados pelo mosquito. Joinville registra 654 focos do transmissor da dengue, febre amarela, febre chikungunya e zika vírus, um crescimento de 300%, quando comparado com 2018. Na mesma data do ano passado, a cidade contabilizava 163 focos do mosquito.

O aumento do número de focos é ainda mais destacado quando comparados com os números por bairros. No Boa Vista já foram contabilizados 154 focos apenas nove a menos do que registrou toda a cidade no mesmo período de 2018. O Fátima registra 71, o Jarivatuba 66 e o Bucarein 49.

Toda segunda-feira é realizada a Sala de Situação da Dengue em Joinville. Representantes da Secretaria da Saúde, Defesa Civil, Bombeiros, Polícia Militar, Secretaria de Educação, Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública e Subprefeituras se reúnem para acompanhar as ações e criar novas estratégias de combate à dengue. Esta ação tem possibilitado a capacitação dos funcionários das Subprefeituras que vão munir a população com informações para controle da proliferação do mosquito em cada região.

A coordenadora do Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, Nicoli dos Anjos, orienta a população para que continue verificando semanalmente suas residências, pois o mosquito se reproduz de maneira rápida.

Os locais que podem acumular água parada devem ser cobertos, descartados ou lavados uma vez por semana com o auxílio de uma esponja, pois o mosquito pode ter fixado seus ovos nas laterais dos recipientes. ”Os ovos ficam até 500 dias ativos sem contato com a água. Quando colocam água no recipiente novamente e deixam por sete dias os ovos eclodem e geram as larvas”, enfatiza Nicoli. Um local por onde o mosquito pode acessar a água parada, segundo Nicoli, é através dos “ladrões” das caixas-d’água. “Para garantir que o inseto não acesse a água e deposite seus ovos é necessário colocar uma telinha na saída do cano”, explica.

Joinville teve o registro em fevereiro o primeiro caso da doença com transmissão dentro da cidade. Apesar do diagnóstico, o homem de 48 anos infectado passa bem e não necessitou de internação. Mas, segundo Nicoli, o alerta continua, pois muitos bairros estão infestados pelo mosquito. “Precisamos ficar em alerta e cumprir com as orientações, pois pode acontecer uma epidemia de dengue em Joinville”, adverte Nicoli.

Para quem tem a suspeita de algum foco do mosquito basta ligar para a Ouvidoria da Prefeitura de Joinville, no telefone 156, e fazer a denúncia. Caso o foco do mosquito Aedes aegypt seja confirmado, o proprietário ou morador recebem orientações e, se não as seguir, ficam sujeitos a multa de 2 a 10 UPM’s (Unidade Padrão Municipal). Em março, a UPM é de R$ 288,42.

 

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