Santa Luzia exibe soluções sustentáveis para construção civil em feira na Noruega

Gilberto Zanetti, presidente da Indústria Santa Luzia
Gilberto Zanetti, presidente da Indústria Santa Luzia

 

 

Empresa catarinense mira mercado norueguês com rodapés, molduras e revestimentos feitos de plástico reciclado

Com quase duas centenas de metas, a ONU definiu Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para pautar, até 2030, uma agenda que promova crescimento global reduzindo o uso desenfreado de recursos naturais. A construção civil é uma das grandes responsáveis pelo problema, mas por outro lado, é fundamental na busca por respostas.

Indústria Santa Luzia desembarca na Noruega para apresentar na feira Bygg Reis Deg 2019, entre 16 e 19 de outubro, como plásticos podem ser transformados em materiais de construção. Sediada em Lillestrom, a cerca de 20 km da capital Oslo, a feira reúne 500 expositores de 19 países, acumulando 27 edições desde a primeira em 1954.

Diferente das vizinhas e irmãs escandinavas Suécia e Finlândia, a Noruega não integra a União Europeia e também não adota o Euro. Embora não pavimente o caminho ao grande balcão de negócios europeu, a vitrine norueguesa é uma oportunidade estratégica para a Santa Luzia, que hoje exporta cerca de 10% de sua produção para América Latina, Estados Unidos e Japão.

É um mercado muito exigente e com tradições seculares na arquitetura e no design. Tudo precisa funcionar, durar e não agredir a natureza. Ser capaz de atender os requisitos de um país com valores tão próximos dos nossos nos coloca em condições muito favoráveis globalmente”, analisa Matheus Madureira, supervisor de exportações da Indústria Santa Luzia, que projeta iniciar as vendas para revendas do país já em 2020.

“A Noruega demonstra uma consciência ecológica muito à frente de países tão desenvolvidos quanto ela: vale lembrar que o país é um dos maiores doadores do Fundo Amazônia, mesmo estando a milhares de km de lá“, completa.

 

Sobre a Santa Luzia

Fundada em 1942 como uma modesta fábrica de espelhos, a empresa catarinense fabrica materiais de construção como rodapés e revestimentos a partir de resíduos plásticos de poliestireno expandido (EPS ou Isopor®) e poliuretano (PU). Desde o início dos anos 2000, foram reciclados quase 50 milhões de kg de resíduos.

A iniciativa exigiu o desenvolvimento de soluções logísticas e fabris, pois o EPS, por exemplo, é um material extremamente leve e volumoso, o que diminui e dificulta o interesse pelo seu reaproveitamento. Muitas pessoas sequer o reconhecem como um plástico 100% reciclável.

 

 

 

Santa Luzia transforma resíduos de EPS em perfis decorativos

 

A Santa Luzia estabeleceu parcerias com mais de 130 empresas, entre indústrias e cooperativas, para receber sobras, aparas e resíduos de todo o Brasil. Além disto, desenvolveu maquinário para retirar o ar destes plásticos, compactando-os de forma a facilitar o transporte e a utilização nas unidades fabris em Braço do Norte e Joinville.

A empresa fabrica hoje perfis decorativos premium e sustentáveis como rodapés, rodameios, rodatetos, guarnições e revestimentos para ambientes internos que não mofam, não apodrecem e não são atacados por pragas como cupins. Ao fim de sua vida útil, podem voltar novamente à fábrica como matéria-prima para novos produtos.

A abordagem inovadora levou a empresa ao centro das discussões globais sobre economia circular, hoje como membro da fundação Ellen MacArthur e sua rede CE100. Quebrar a linearidade das relações de produção e consumo, vigentes desde o século XVIII com o início da Revolução Industrial, é fundamental para não só atingirmos as metas de ODS, mas garantir um futuro próspero e viável para além de 2030.

 

A empresa hoje fabrica materiais de construção sustentáveis como rodapés e revestimentos
A empresa hoje fabrica materiais de construção sustentáveis como rodapés e revestimentos

 

 

 

Por: Denise Delalamo Comunicação

Mais notícias

Educa Mais Brasil

Compartilhe
Entidade:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *