Relação entre marcas e consumidores avança para o digital, diz CEO da Diwe

A relação entre marcas e consumidores tem avançado para o ambiente digital. A afirmação é de Daniel Kroin, CEO e sócio-fundador da Diwe, empresa joinvilense que atua com marketing digital.

De acordo com o executivo, nesse quesito Joinville se destaca no cenário nacional por conta de suas inúmeras empresas de tecnologia que desenvolvem e implementam soluções para os mais diversos segmentos.

A própria Diwe é fruto disso: fundada em 2011 como Next Idea, com apenas dois sócios, promoveu fusão com empresa de São Paulo três anos atrás.

“Por conta desse movimento empreendedor, a gente fez um acordo entre empresas equilibrando as operações”, disse, em relação ao ecossistema de negócios vivenciado em Joinville e que tem atraído o olhar de organizações de outros Estados.

Relação entre marcas e consumidores avança para o digital, diz CEO da Diwe

Diwe: de Joinville para o Brasil

A Diwe conta, atualmente, com mais de 50 funcionários e chegou a manter dois escritórios, sendo um em Joinville e outro em São Paulo.

Entretanto, por conta da pandemia, optou pelo trabalho remoto e faz reuniões periódicas com profissionais de todo o Brasil.

A companhia coloca à disposição de seu público um novo conceito de marketing digital. “Idealizamos o profound marketing, que integra vendas, marketing e tecnologia”, disse Kroin.

Isso porque, segundo ele, não é mais possível operar de maneira distanciada, em um mercado cada vez mais conectado.

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Ecossistema de negócios

O executivo destaca que Joinville tem um movimento muito forte de empreendedorismo e tecnologia e que se fortalece a cada dia.

Segundo ele, a cidade está em transição, passando do segmento industrial tradicional para o industrial tecnológico.

Também lembra que esta semana outra companhia joinvilense foi adquirida. A Mercos, empresa de tecnologia para vendas e e-commerce, foi comprada pela nuvini, maior plataforma de SaaS B2B do Brasil.

SaaS, ou software as a service, é uma forma de distribuição e comercialização de software. Neste modelo, o fornecedor se responsabiliza por toda a estrutura necessária à disponibilização do sistema, e o cliente utiliza o software via internet, pagando um valor pelo serviço.

Mentoria de peso

Para ilustrar a força do ecossistema de negócios de Joinville, Kroin lembra que obteve apoio e mentoria de muitos gestores quer fizeram história na cidade.

Durante a trajetória da empresa, ele participou ativamente da Associação Empresarial (Acij), acompanha a Softville, obteve mentoria de Wilmar Cidral, da Escola Sustentare, bem como de Anderson Andrade, da A2C, vendida para a Briviadez.

“Além de apoiador, Cidral me ajudou a observar um ambiente [de negócios] amplificado. Já o Anderson era um visionário nesse quesito de expansão”, frisou.

Kroin também participou da Abradi, associação de agentes digitais.

Poder público

É muito comum ouvir por aí que o mercado funciona como um organismo vivo, ou seja, ele se autorregula à medida que vai crescendo e se desenvolvendo.

Para Kroin, mesmo nesse quesito Joinville é privilegiada visto que o poder público tem sido parceiro do desenvolvimento tecnológico da cidade.

Tanto é assim que há uma força tarefa que visa ranquear o município entre os mais tecnológicos do país. Para isso, é preciso fortalecer o ecossistema de negócios e as empresas já instaladas.

“A partir da última gestão [política] começamos a ver um movimento forte de apoio à tecnologia e inovação, a exemplo do Hub instalado no Perini Business Park, que se desenvolve com apoio do poder público local”, destacou.

A força do digital

Para ilustrar a força do digital nas operações de grandes organizações, e como a tecnologia já faz parte da rotina das empresas, o PJ Tech destaca três exemplos:

– No varejo, Magazine Luiza e Casas Bahia estão, aos poucos, se transformando em empresas de varejo tecnológico;

– No segmento de assets e corretoras, as duas maiores – XP e BTG – já definiram o fortalecimento do digital como passo essencial para operar cada vez mais próximo dos clientes;

– No setor bancário, o Banco Central já implementou o Pix – sistema de pagamentos e transferências eletrônicas – que desbancou o Doc e o Ted, e estuda agora o Real Digital;

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