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Qual o Futuro do JEC?

O Joinville Esporte Clube, um dos maiores símbolos de nossa cidade, está agonizando.

Após uma retumbante ascensão da série D em 2010 até a série A em 2015, o tricolor está fazendo o caminho de volta, indo do céu ao inferno do futebol.

Credito a atual situação a desastrosa participação na série A, digo desastrosa não pelo aspecto técnico da equipe e sim pelo aspecto gerencial que o clube se envolveu. Os gestores da época, ao invés de capitalizar o momento e fazer uma gestão segura da parte financeira, fizeram uma tremenda lambança, contratando a esmo treinadores e jogadores, e transformou um clube com potencial de se manter por diversos anos entre as séries A e B, em uma nau a deriva, com dívidas, pouca credibilidade e total desorientação administrativa.

Não adianta a torcida chamar a atual diretoria de incompetente ou de amadores, pois apesar de realmente parecer não terem o tino para o negócio futebol, foram tal e qual a gestão Adelir Alves, alçados a entrar em uma tremenda barca furada, fruto em ambos os casos de uma gestão irresponsável do departamento de futebol, comandado em ambos os momentos pelo Sr. Nereu Martinelli.

O que difere as gestões Wilfred e Adelir, é o fato da segunda por pior que tenha sido na área core, que é o futebol, ter sim uma estratégia definida, que na época era recuperar o clube financeira e administrativamente. O que entendo cumpriu o seu papel.

Já a atual diretoria não consegue apresentar para seus fanáticos torcedores e abnegados sócios, um plano de recuperação que projete algo melhor daqui para frente. O que se vê é uma equipe que trocou de treinador 3 vezes em pouco mais de 6 meses, se aproximou de uma parceria com uma empresa de futebol, cujo todos os jogadores (alguns bons nomes) já se despediram da cidade, apresentando sinais de tremenda instabilidade e falta de planejamento. Além de contratarem jogadores a pedido desses mesmos técnicos, mostrando incrível falta de responsabilidade e de convicção.

Há salvação para o Joinville?

Claro que existe um caminho que podemos seguir, o primeiro é parar de repetir os mesmos erros, pelo menos isso quem administra um clube poderia nos livrar, se for para errar, pelo menos erre diferente, tentando inovar.

Segundo ponto, será preciso estabelecer uma nova relação com a comunidade joinvilense, e não existe outra forma de fazê-lo que não abrindo o clube para uma auditoria externa, e dando clarividência para a atual situação. Não adianta dizer que tem dívidas, é preciso deixar claro a origem das dívidas e responsabilizar os reais geradores da mesma.

Terceiro, desconhecer qualquer dívida com dirigente do clube, principalmente Presidentes, Vices e Diretores de Futebol. Quem colocou dinheiro aumentando o buraco do clube, deve arcar por si só com esse prejuízo.

Quarta, chamar todos os credores e renegociar tudo, estabelecendo um método de pagamento baseado na capacidade de cumprimento. Claro, objetivo e sincero, alguns irão ter que esperar anos para receber tudo, ou torcer para o melhor, e não para o pior.

Quinto: Criar uma empresa para administrar o futebol (todas as principais categorias) de forma profissional. Essa empresa irá buscar os contratos de publicidade, parcerias e investidores que comprariam cotas de participação, que iriam ao final de cada ciclo fiscal, estabelecer os resultados do mesmo. É preciso entender juridicamente qual seria a parte do clube, na gestão dessa empresa, e como poderiam proteger as receitas de possíveis arrastos judiciais.

Poderia ser criado dois tipos de sócios, os patrimoniais e o do Futebol. O primeiro é ligado ao clube, ajudaria a pagar as dividas do clube e a desenvolver as questões patrimoniais, como uma sede (voltado para aquele que gosta do clube e não apenas de jogo de bola). O segundo com investimento total aplicado ao futebol (apenas especulando, seria necessário um grande trabalho nesse sentido).

Enfim, o que entendo é que o JEC precisa de inovação, como qualquer tipo de negócio atualmente, passando por todas as esferas, do relacionamento com o mercado, até o desenvolvimento do produto.

Para terminar, a participação efetiva de representantes de todas as esferas de nossa sociedade, será algo essencial também. Do contrário, melhor é fechar as portas e ficar saudoso de um passado bonitinho, mas ordinário!

Marciel de Amorim
Editor Portal Joinville
Jequeano de Coração

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