Popularização da bolsa impulsiona segmento de startups e fintechs

A popularização da bolsa de valores tem aquecido o setor de startups e fintechs que desenvolvem soluções para o mercado financeiro.

Levantamento do Monitor XP mostra que o número de investidores pessoas físicas cresceu 23% até agora em 2021.

Também informa que a maioria dos investidores se encontra na faixa etária de 26 a 35 anos, que correspondem em 32,1% em relação aos demais.

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Startups e fintechs

Vislumbrando uma demanda crescente à frente, a própria B3 adquiriu recentemente 37,5% do capital social da Dimensa, uma subsidiária da gigante Totvs, companhia de tecnologia com sede em São Paulo e unidade em Joinville.

A Dimensa, por sua vez, nasceu a partir de um Financial Services da Totvs, ou seja, uma solução financeira que chamou a atenção da B3, que acabou desembolsando R$ 600 milhões.

De olho nesse mercado, companhias tradicionais correm para se digitalizar e também para implementar em suas plataformas algum tipo de solução financeira.

É o caso, por exemplo, da Porto Seguro que esta semana adquiriu 74,6% de uma startup de Timbó (SC), conforme noticiado pelo PJTech dia 4 de outubro.

De acordo com o fato relevante da companhia, o movimento tem por objetivo consolidar a participação da empresa no segmento de serviços financeiros, com a aquisição de uma instituição de pagamentos capaz de desenvolver soluções digitais de maneira ágil, eficiente e escalável, incluindo a conta digital.

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Nubank

O Nubank, uma das fintechs que em pouco tempo se tornou um banco digital, vendo esse movimento de elevação dos investidores na bolsa comprou, um ano atrás, a corretora digital Easynvest.

Entretanto, a dona do roxinho deu mais um passo rumo ao mercado de capitais ao anunciar, esta semana, que seus usuários poderão negociar ações diretamente no aplicativo.

Com esse movimento, o Nubank bate de frente com gestoras e bancos de investimentos que até então eram as poucas instituições com esse tipo de serviço.

Mas esta é uma fatia de mercado pela qual o Nubank não irá brigar sozinho. Isso porque o Inter já se articula para fortalecer sua presença no mercado de capitais.

E, na esteira do Inter, a Méliuz vai ganhando escala ao fechar o terceiro trimestre de 2021 com 20,8 milhões de contas abertas, sendo crescimento de 2 milhões de novas contas em relação ao segundo trimestre de 2021.

Super app

Aliás, todas estas fintechs e bancos digitais querem até mais do que o nicho dos investimentos. O alvo é se tornarem um super app o mais breve possível.

Na prática, significa dizer que elas pretendem concentrar em suas plataformas operações financeiras, de varejo (e-commerce), e outros serviços não menos importantes.

E o mercado está ávido por isso!

Varejo high tech

Outro segmento que demanda muita solução originária de startups e fintechs é o varejo. Não fosse a tecnologia, redes como o Magazine Luiza e a Casas Bahia poderiam ter sucumbido no auge da pandemia do novo coronavírus.

Entretanto, elas conseguiram escalar suas vendas no ambiente online de tal forma que o CEO do Magalu, Frederico Trajano, disse, em webconferência de resultados, que a companhia tinha caixa para se manter de pé por até três anos mesmo com as portas de suas lojas fechadas.

A fala do executivo abriu um sorriso de orelha a orelha em analistas, investidores, executivos e funcionários. Não é todo dia que uma empresa mostra estabilidade e liquidez em uma frase, trazendo segurança para o mercado e estabilidade aos empregados em um cenário tão adverso.

Popularização da bolsa aquece setor de startups e fintechs
Popularização da bolsa aquece setor de startups e fintechs

Joinville

Todo esse panorama de investimentos, fusões e aquisições e novos negócios é acompanhado de perto pelas empresas de tecnologia joinvilenses. A cidade abriga 80 startups e fomenta um ambiente de inovação como poucas conseguem.

Tanto é assim que na última semana dois parques tecnológicos anunciaram uma parceria estratégica para troca de experiência, sendo um de Joinville e o outro de Chapecó. Haverá um intercâmbio de conhecimento, além da possibilidade de investimentos mútuos.

Vale lembrar que 15 dias atrás a startup joinvilense Asaas adquiriu a fintech Code Money para acessar o segmento de carteiras digitais.

Antes disso, em junho, a blumenauense Senior Sistemas, uma gigante da tecnologia, comprou a startup joinvilense Convenix, que atua no segmento de benefícios.

Outro movimento que chamou a atenção do mercado foi quando a Nuvini, que atua no segmento de Bank as a Service (BaaS), comprou startup joinvilense de tecnologia Mercos.

A adquirente, aliás, entrou em 2021 com muito apetite, já que neste ano foi às compras: Effecti (plataforma de licitações de Rio do Sul), Ipê Digital (empresa mineira de softwares e serviços para óticas), leadlovers (voltada para automação de marketing digital), Datahub (big data) e a Onclick (gestão empresarial, integração e e-commerce).

E a tendência é o mercado se digitalizar cada vez mais.

 

[pjtech@portaljoinville.com.br]

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