Mamas: fonte de autoestima e de alimento, e merecedoras de todo o cuidado e atenção

As mamas conferem aquela silhueta única, tão característica do corpo feminino.

Graças a elas, você que está lendo este artigo neste momento, pôde ser alimentado nos primeiros meses de vida. Esta importante parte da anatomia feminina precisa, também, do devido cuidado e atenção. É por isso que, neste mês, celebramos o Outubro Rosa, movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, criado na década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Desde então, todos os anos, países ao redor do globo realizam a campanha para promover o compartilhamento de informações e conscientização sobre a doença o que, consequentemente, reduz a mortalidade.

 

Por Francisco Farias da Costa Junior, mastologista do Sistema Hapvida
Francisco Farias da Costa Junior, mastologista do Sistema Hapvida (Foto: Divulgação)

 

Para o sucesso desta batalha global, é fundamental o engajamento pessoal, dentro de cada casa. É das mulheres o imprescindível papel de fazer a própria parte no auto cuidado, por meio de uma rotina constante de auto exame das mamas e de acompanhamento médico e, se necessário, de exames de imagens.

A mamografia em pacientes assintomáticas, por exemplo, deve ser realizada a partir dos 40 anos. São mamas mais densa e, desta forma, é possível ter um diagnóstico melhor. Já para quem tem um familiar de primeiro grau com câncer de mama, o recomendado é fazer o exame pela primeira vez na faixa etária entre 30 e 35 anos.

A mamografia pode parecer, em uma primeira experiência, um pouco desconfortável. Mas é melhor ter cinco minutos deste desconforto do que não fazer o exame e descobrir, posteriormente, um câncer em estágio avançado, que pode trazer ainda mais sofrimento.

O diagnóstico precoce é vital para ampliar as chances de cura. Ao primeiro sinal, como um caroço ou saída de secreção, é preciso procurar um mastologista, profissional especializado no tratamento das mamas. O estilo de vida é outro ponto de atenção. O consumo de álcool baixa a imunidade e a gordura provoca o aumento do estrogênio periférico na pele.

E esses assuntos precisam estar no radar das jovens também. Neste ano, fiz o diagnóstico de uma paciente de 18 anos. Na literatura médica, há registro de casos em jovens de apenas 16 anos. Cuidar de si mesma é uma prática que precisa ser estabelecida desde a juventude e que, se corretamente mantida, pode se reverter em uma vida mais saudável e longa.

 

 

 

Por: Por Francisco Farias da Costa Junior, mastologista do Sistema Hapvida

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