Joinville tem mais de 10 mil casos de dengue e pacientes devem ficar atentos ao tratamento

Nesta segunda-feira (7) Joinville ultrapassou 10 mil casos confirmados de dengue. Isso quer dizer que em apenas seis meses deste ano, a cidade já tem mais doentes do quem em todo o ano de 2020, quando a doença foi diagnosticada em 8.743 joinvilenses.

 

Joinville tem mais de 10 mil casos de dengue e pacientes devem ficar atentos ao tratamento (Foto: Divulgação)
Joinville tem mais de 10 mil casos de dengue e pacientes devem ficar atentos ao tratamento (Foto: Divulgação)

 

A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, atinge pessoas de todas as idades e pode evoluir para casos graves podendo, em casos extremos, levar à morte.

Por isso, a Secretaria de Saúde de Joinville recomenda às pessoas que apresentam sintomas, buscar atendimento médico de acordo com o seu quadro de saúde.

Caso o diagnóstico confirme a doença, o paciente deve manter repouso, reforçar a hidratação, manter alimentação saudável e seguir as orientações médicas para tratar os sintomas causados pela dengue.

De acordo com infectologista da Vigilância Epidemiológica, Marcelo da Silva Mulazani, para aliviar as dores musculares, podem ser utilizados analgésicos como paracetamol ou dipirona na dose recomendada pelo médico.

Por outro lado, há medicações contraindicadas no tratamento da dengue: “Deve-se evitar o uso de AAS e anti-inflamatórios como Diclofenaco, Nimesulida, Cetoprofeno, entre outros”, alerta o médico.

Alimentação e hidratação

Além do uso dos medicamentos adequados, o consumo de líquidos é fundamental para ajudar o organismo a combater a doença. Além da água, outras opções recomendadas são água de coco, chás naturais e o soro caseiro.

“A dengue causa saída de líquido de dentro dos vasos sanguíneos para outras partes do organismo, podendo causar queda de pressão, líquido no pulmão ou abdômen, sobrecarga nos rins. A hidratação procura corrigir essa perda que ocorre devido à infecção pelo vírus”, explica o infectologista.

Para compensar a perda hídrica, o paciente deve ingerir de 40 a 45ml de líquido, por quilo do seu peso. “Por exemplo, uma pessoa com dengue que pesa 60 quilos, deve ingerir em média 2,7 litros de água, chás naturais ou água de coco por dia”, explica Patrice Conrat, nutricionista do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) da Secretaria da Saúde.

Em relação à alimentação, a nutricionista destaca a importância do consumo de fontes de proteínas, como carnes brancas e frescas, peixes, ovos, leite e derivados. Também devem ser priorizados feijões, grão-de-bico, ervilha, cereais integrais, frutas e vegetais, especialmente os de cor verde escura, devido à presença da vitamina K, importante para a coagulação sanguínea.

Por outro lado, pacientes com dengue devem evitar alimentos que contenham o salicilato, tais como ameixa-preta, nozes, cereja, amêndoas, gengibre, pêssego, maçã, batata, tomate, limão e pimenta.

“O salicilato tem função similar a medicamentos como AAS e aspirina, contraindicados no caso de dengue porque podem aumentar o sangramento ou piorar condições hemorrágicas, em casos mais graves da doença”, explica Patrice.

Para minimizar sintomas como náuseas e enjoos, a dica é fracionar as refeições em pequenos volumes e ingerir líquidos que diminuem a sensação de mal estar, como chá de hortelã e água mais gelada.

Completando os cuidados que pacientes com dengue devem ter com a alimentação, devem ser evitados os industrializados e ultraprocessados devido aos componentes conservantes e aditivos químicos.

Patrice explica o motivo: “O corpo precisa se esforçar mais para processar e eliminar esses alimentos. Em situações de infecção ou inflamação, como no caso da dengue, é preciso alimentação o mais saudável possível para o organismo recuperar o sistema imunológico”.

O período de duração dos sintomas da dengue é variável. A febre pode durar de três a sete dias. No entanto, as dores musculares causadas pela doença podem persistir por até três meses.

As equipes da Prefeitura de Joinville atuem em várias frentes para combater a proliferação do mosquito. A ajuda da população para manter os terrenos limpos, sem materiais ou objetos que possam acumular água é essencial para eliminar possíveis focos do Aedes aegypti.

 

 

Por: Secom

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