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Joinville promove equilíbrio ambiental com repovoamento dos rios com lambaris

Joinville promove equilíbrio ambiental com repovoamento dos rios com lambaris
Joinville promove equilíbrio ambiental com repovoamento dos rios com lambaris

 

A Prefeitura de Joinville, por meio da Unidade de Desenvolvimento Rural (UDR) da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), lança no dia 4 de dezembro, às 8h30, a primeira etapa do Projeto Ictiofauna que prevê o repovoamento de rios com peixes lambaris.

Desenvolvida pela equipe técnica da UDR, a iniciativa tem como objetivos principais promover o equilíbrio ecossistêmico de rios que cortam a área rural de Joinville com o aumento da população de lambaris (espécie nativa da região) e, consequentemente, controlar a proliferação dos mosquitos Simulídeos – popularmente conhecidos como borrachudos – que afeta as comunidades locais.

“Nesta primeira ação, vamos fazer a soltura de cerca de 500 alevinos (filhotes de peixes) de lambaris no rio Piraí, na região da Estrada Comprida. Esses alevinos foram produzidos na UDR a partir de matrizes de lambaris que recolhemos nos rios do Júlio, Piraí, Cubatão e Alandaf. Agora, eles passarão a ser reinseridos na natureza”, explica o gerente da Unidade de Desenvolvimento Rural da SAMA, Carlos Alberto do Amaral.

O lançamento do Projeto Ictiofauna – cujo significado é conjunto das espécies de peixes que existem em determinada região biogeográfica – será acompanhado por alunos da Escola Municipal Professora Valesca May Engelmann, do bairro Vila Nova.

Na ocasião, os estudantes participarão de um mutirão de limpeza nas margens no rio e farão o plantio de mudas de árvores.

E Amaral orienta: “O projeto também visa a educação e sensibilização ambiental da comunidade. A proteção das margens dos rios e a manutenção da limpeza vão favorecer a reprodução e o estabelecimento dos alevinos nos rios. Quanto mais peixes houver, mais eles se alimentarão das larvas e menos borrachudos teremos”.

 

Próximas etapas

Embora não seja possível acompanhar o desenvolvimento dos alevinos depositados nos rios, a expectativa é que a população dos peixes aumente gradativamente.

“Os peixes serão reintroduzidos nas mesmas áreas de onde suas matrizes foram retiradas, ou seja, sua genética é adaptada aos locais. Assim, acreditamos que não haverá rejeições. Além disso, os lambaris são nativos da região, reproduzem-se facilmente e em grande quantidade. Precisamos de poucas matrizes para produzir grande quantidade de alevinos”, completa Amaral.

Em 2019, serão realizadas outras etapas do Projeto Ictiofauna com reintrodução de lambaris nos rios do Júlio, Cubarão e Alandaf.

 

Projeto paralelo

Além de utilizadas no Projeto Ictiofauna, as criações de lambaris da Unidade de Desenvolvimento Rural da SAMA serão objeto de estudo para a produção desses peixes em cativeiro para fins de comercialização.

“Estamos pesquisando as condições adequadas para a reprodução dos lambaris em cativeiro, a temperatura ideal da água, tipo de alimentação, profundidade e tamanho do tanque, quantidade de peixes por metro quadrado. Nosso objetivo é ter um protocolo de produção comercial de lambaris que será repassado aos piscicultores da região”, conclui Amaral.

 

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