Empreiteira alega ter pedido correção do projeto executivo do rio Mathias

Os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Mathias ouviram na segunda-feira (29) representantes da Empreiteira Motta Jr. A empresa trouxe diversos novos documentos e uma apresentação para contribuir com a CPI. Os materiais foram entregues à Comissão, com mais de 150 pranchas de correções do projeto da obra. Avaliando o contexto informado pela Motta Jr, o vereador Neto Peters (NOVO), afirma que a prefeitura teve uma mudança de postura.

 

Empreiteira alega ter pedido correção do projeto executivo do rio Mathias (Foto: Divulgação)
Empreiteira alega ter pedido correção do projeto executivo do rio Mathias (Foto: Divulgação)

 

Até 2019 o Executivo e a empresa fiscalizadora contribuíram para as alterações, depois passou a ser dura e exigir o cumprimento do projeto executivo sem novas alterações. “O ponto chave do depoimento foram essas novas apresentações com vários documentos. Segundo a empreiteira, a obra poderia ser concluída em até um ano se a prefeitura mantivesse a postura de aceitar as sugestões e fazer as alterações solicitadas pela empreiteira e pela empresa fiscalizadora”.

A Empreiteira Motta Jr, ganhou a licitação no valor de R$ 43 milhões, bem abaixo do orçado, que era de R$ 60 milhões para a execução da obra. O vereador Diego Machado (PSD), questionou a empresa sobre o motivo que levou a empreiteira a oferecer um valor de quase R$ 20 milhões menor que o orçamento. O sócio proprietário, Márcio Luiz Martins Jr. diz, que devido à experiência da empresa, o preço foi adequado ao projeto que tinha na licitação. “O preço oferecido pela empresa é totalmente compatível com o mercado”.

As obras de macrodrenagem do rio Mathias começaram sem os projetos de realocação de interferências, pois, não estavam previstos no projeto executivo, concluído e entregue à Prefeitura pela empresa Parallela. No decorrer das obras foram constatados os problemas e a prefeitura começou as tratativas com as Águas de Joinville para elaboração dos projetos de realocação de interferências.

 

Fatores que impactaram no andamento da obra, conforme apresentação da Empreiteira Motta Jr.

– Inexistência das interferências no projeto executivo;

– Em setembro de 2014 foi registrada em atas que as frentes de serviços seriam paralisadas para aguardar as alterações no projeto executivo prevendo as interferências de água e esgoto;

– Em novembro de 2014, a Seinfra, através do secretário Romualdo França, solicitou a suspensão da obra por 120 dias, a partir do dia 21 de novembro, por falta do projeto executivo de interferências;

– Abril de 2015 novo memorando informa que a suspensão por 120 dias não foi o suficiente, sendo necessário um prazo superior;

– Abril de 2017 – Conforme documentos apresentados, o município ainda não havia solucionado o problema com as interferências;

– Março de 2020 – Ofício emitido pela CAJ, informa que os serviços de realocação de água e esgoto foram concluídos e as datas em que as frentes de obra poderiam ser liberadas;

– A Companhia Águas de Joinville gastou quase R$ 10 milhões para serviços de realocação das interferências de água e esgoto. E outros contratos para elaboração os projetos executivos das interferências;

– Erros na planilha de preços elaborada pela empresa Parallela.

 

Falhas no projeto

Em uma reunião no mês de agosto de 2014, a empresa Parallela Engenharia se comprometeu em resolver erros de projeto, porém, não cumpriu. Para comprovar esta fala, o sócio proprietário da Empreiteira Motta Jr. trouxe documentos e a ata da reunião do dia 14 de setembro de 2014.

Já em 2016 a Companhia Águas de Joinville solicitou um processo administrativo contra a Parallela Engenharia que se negava a corrigir os problemas no projeto. Dois anos após, agosto de 2017, a Azimute Engenharia questiona a Parallela sobre 66 pontos do projeto onde o detalhamento é indispensável para a execução da obra. Após mais de cinco anos de questionamentos e processos administrativos, a empresa Parallela ainda não havia resolvido os problemas do projeto, o que ocasionou na paralisação da obra.

A empreiteira Motta Jr. diz que não teve prejuízos dos serviços que foram executados e é possível concluir a obra, se o projeto for totalmente corrigido, com os mesmos valores, após sete anos. Porém, é necessário um plano de operação para a obra funcionar.

Participaram da oitiva os sócios proprietários da Empreiteira Motta Jr, Márcio Luiz Martins e Márcio Luiz Martins Jr., e os engenheiros Alexandre Oligini da Rocha, Brian Brümmer e Antonio Adevaldo Daniel.

 

 

 

Por: CDL Joinville

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