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Em plenária da CDL de Joinville, presidente do Tribunal Regional Eleitoral destaca ações contra as fake news

A CDL de Joinville recebeu na Reunião Plenária desta segunda-feira, 3 de setembro, o desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Ricardo Roesler. As eleições deste ano foram o tema do encontro, que teve a participação de associados, conselheiros e ex-presidente da CDL, além de convidados.

A mesa foi composta pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Ricardo Roesler; pelo presidente da CDL, Frederico Cardoso dos Santos; pela vice-presidente Julita Michels; pelo diretor distrital da FCDL José Manoel Ramos; e pelo assessor jurídico Álvaro Cauduro (Foto: Alex Pompeu)
A mesa foi composta pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Ricardo Roesler; pelo presidente da CDL, Frederico Cardoso dos Santos; pela vice-presidente Julita Michels; pelo diretor distrital da FCDL José Manoel Ramos; e pelo assessor jurídico Álvaro Cauduro (Foto: Alex Pompeu)

Com 147,3 milhões de eleitores no País e mais de 5 milhões somente em Santa Catarina, Ricardo Roesler afirmou que esta vai ser a maior eleição de todos os tempos. Não somente pelos números, mas também pelos desafios, principalmente os relacionados às fake news.

O combate às notícias falsas tem recebido atenção do Tribunal Regional Eleitoral. Tanto que o órgão criou o Comitê Consultivo da Internet, com a participação de Polícia Federal, Polícia Civil, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Procuradoria da República. O TRE-SC também conta com o apoio dos meios de comunicação “como fonte primária de aferição da verossimilhança das notícias relacionadas ao pleito eleitoral”.

Roesler (em pé) destaca o trabalho desenvolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral para combater as falsas notícias (Foto: Alex Pompeu)
Roesler (em pé) destaca o trabalho desenvolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral para combater as falsas notícias (Foto: Alex Pompeu)

A intenção, segundo Roesler, é diminuir a disseminação das notícias falsas. “Não sou ingênuo para achar que vamos acabar com elas (as fake news)”, afirmou. Para esse trabalho espera também ter o apoio da população, que pode fazer denúncias por meio de um aplicativo (Pardal). E uma campanha realizada pelo Tribunal destaca uma série de orientações para o eleitor não cair nas armadilhas das falsas notícias.

Confiabilidade

Roesler destacou a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro, por meio das urnas eletrônicas e do voto biométrico. As eleições informatizadas eliminam problemas com caligrafia, ortografia e marcações no lugar errado; impedem fraudes na apuração das cédulas e no preenchimento dos boletins de urna; e têm numerosas e diferentes barreiras de segurança, como lacre, mecanismos de software, assinatura digital e criptografia, procedimentos e supervisão externa.

Otimismo

O desembargador afirmou acreditar “em iniciativa, persistência e superação”. Embora o momento atual seja de desilusão, disse confiar em dias melhores para os brasileiros. “As instituições estão funcionando”, afirmou.

Segundo ele, o processo eleitoral se desenvolve num ambiente de polarização, enfrentamentos e intolerância. “O povo está em depressão coletiva com as crises institucionais. As pessoas sofrem porque sabem o que não querem, mas não sabem o que querem. Criticam tudo, mas não têm uma referência. Digo, porém, que temos escassez, mas não falta de lideranças. O eleitor deve fazer um trabalho de garimpo pelo voto consciente – antes, durante e depois das eleições”, acrescentou.

 

 

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