Desafios do próximo presidente

 

A dívida pública já está irrespirável e medidas urgentes precisam ser tomadas
A dívida pública já está irrespirável e medidas urgentes precisam ser tomadas

 

Zeina Latif, economista chefe da XP Investimentos, num almoço de negócios com empresários da cidade, não se mostrou otimista com o futuro da economia, pelas dificuldades que o novo presidente terá que enfrentar, especialmente nos campos político, econômico e da solução da questão da dívida pública que assombra nossas contas.

Surpreendeu a muitos quando afirmou que a história fará justiça ao presidente Temer, pela coragem de fazer as reformas, especialmente por ter levado a trabalhista a bom termo e, não fossem os episódios com os irmãos Batista, certamente teria conseguido fazer a reforma da previdência e já estaríamos respirando novos ares.

O novo presidente terá que compor a sua base parlamentar e convencer o Congresso Nacional de que o Brasil precisa urgentemente, não apenas da reforma da Previdência, mas também a política e a fiscal. Contará desde já com dois fatores preocupantes.

O primeiro é a grande renovação pela qual passou o Congresso Nacional, onde muitos parlamentares novos poderão servir como massa de manobra dos mais experientes e, sem dúvida, com uma oposição mais ruidosa, do que numerosa. Mais ideológica, do que nunca.

É verdade que nesse segundo turno das eleições presidenciais, observou-se que o PT “sepultou” o presidente Lula, ignorando-o por completo, desde sua imagem, símbolos, cores e até a própria estrela. Aboliu o grito de Lula livre.

Alertou que a dívida pública já está irrespirável e que medidas urgentes precisam ser tomadas e a única alternativa para o País serão as reformas. Fez um apelo ao próximo presidente: que ele continue e leve a bom termo o que o presidente Temer iniciou e não conseguiu concluir por falta de apoio político e que não seria o momento para inventar novidades.

O País está no rumo certo e continuar seguindo o que foi traçado pela equipe do atual governo, seria o mais recomendável, concluiu a economista.

 

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