Convulsão política e reformas

Convulsão política e reformas
Convulsão política e reformas (Foto: Último Segundo)

 

 

A esfera política brasileira está em convulsão. De um lado o Executivo tentando emplacar a Reforma da Previdência. Do outro, o Legislativo trancando a pauta e fazendo pressão para que o governo libere emendas parlamentares. Aliados durante a campanha, Bolsonaro e Maia, – presidente do País e da Câmara, respectivamente – medem forças como num cabo de guerra.

Vendida como essencial para o Brasil sair do atoleiro, a Reforma da Previdência ocupa, na verdade, a terceira posição na ordem de importância entre as ações que precisam ser implementadas para alavancar a nação. Duas outras são mais urgentes, porém, pouco debatidas e divulgadas.

A Reforma Política está atrasada e, ao que tudo indica, não entrará na pauta dos excelentíssimos, pois trata da verba parlamentar, emendas, financiamento de campanha, coligações partidárias, entre outros. Ou seja, é o próprio ovo da serpente para a casta (classe) política brasileira.

Em segundo ponto está a necessidade iminente de Reforma no Fisco. A arrecadação do país precisa aumentar, mas não mordendo ainda mais o empresário e o empreendedor. Muito se fala sobre o peso dos encargos sobre a geração de caixa, pois o excesso de impostos serve de empecilho à produção nacional.

Já se debateu sobre a diminuição das taxas. Condensar tudo em um imposto único seria mais transparente e ágil. Além disso, rever a fatia que fica para o governo também seria de grande valia em anos de quase retração econômica (diminuição do volume de negócios). Se o custo Brasil cair, sobe o investimento privado.

Porém, na contramão do que todos esperam, o governo congela o investimento público e vende a pauta de que assim o País fará economia. Saúde e educação ficam comprometidas, sem falar na segurança pública.

Qualquer análise superficial sobre esse panorama pressupõe que o governo seja o primeiro a colocar a mão no bolso e injetar dinheiro na economia. Obras no segmento logístico, por exemplo, podem aquecer o setor, gerar trabalho e renda. Na esteira, o empresário seguirá o exemplo e investirá, seja contratando, seja expandindo, seja adquirindo bens de capital.

A mão invisível do mercado ainda existe, mas está mirrada dentro de ternos finos vendidos pela bagatela de 12 mil reais nos arredores de Brasília.

 

 

 

Por: Osni Alves

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