Comércio de Joinville sente os efeitos da crise provocada pelo Covid-19

Passados 30 dias da reabertura do comércio em Joinville, que fechou as portas por causa das medidas emergenciais de isolamento social, os lojistas sentem o efeito da suspensão das atividades por 26 dias e da crise instalada no país. A retração não foi maior porque teve o Dia das Mães – a primeira data especial do varejo após a retomada gradual das atividades.

 

Comércio de Joinville sente os efeitos da crise provocada pelo Covid-19
Comércio de Joinville sente os efeitos da crise provocada pelo Covid-19

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) não tem dados oficiais que apontem a queda nas vendas e no faturamento do comércio varejista, mas percebe que os consumidores estão inseguros em relação ao emprego e renda familiar e, consequentemente, não estão saindo às compras. Desde que o comércio reabriu, em 13 de abril, a CDL Joinville estima que a queda no volume de vendas para os lojistas da região central chega a 60% em comparação ao mesmo período de 2019. Nos bairros, a diminuição chegou a 50%.

Segundo o presidente da entidade, a baixa movimentação de clientes nas lojas se agrava pela falta de ônibus circulando, problema sentido de forma mais branda nos bairros. “Estamos oferecendo fretamento para os funcionários dos associados. Mas para tentar aquecer a economia, precisamos de transporte público para os clientes irem nas lojas”, afirma José Manoel Ramos. Outro problema apontado por ele é a falta do estacionamento rotativo, suspenso após dois dias de reativação por não se enquadrar como serviço essencial.

 

Dados estaduais apontam queda das vendas

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) apurou, junto aos principais associados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/SC), as vendas no crediário na semana que antecedeu o Dia das Mães e registrou uma redução de 13,6% em relação ao mesmo período de 2019. O levantamento também identificou uma queda de 14,6%, quando comparados apenas os dias do final de semana da data festiva com o mesmo período no ano anterior. O presidente da FCDL/SC, Ivan Tauffer salienta que as vendas parceladas em carnês prosseguem como uma modalidade de pagamento preferida entre os catarinenses e que sofreu um revés menor que as demais formas (à vista ou cartão de crédito).

O comércio varejista em Santa Catarina fechou o primeiro mês da pandemia com queda de 3,1% no volume de vendas na comparação com fevereiro, segundo apontou a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo IBGE. Em relação a março de 2019, a redução foi de 5,4%, a maior variação negativa mensal desde outubro de 2016. Já no comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o recuo chegou a expressivos -18,8% frente a fevereiro e 12,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

 

 

 

Por: CDL Joinville

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