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Associação de Amigos da Polícia Militar de Joinville busca apoio da comunidade

Da esquerda para a direita: terceiro-sargento Sérgio João Padilha, soldado Everton Barres da Silva e tenente-coronel Raulino Fermino de Souza em reunião na CDL de Joinville (Foto: Alex Pompeu)
Da esquerda para a direita: terceiro-sargento Sérgio João Padilha, soldado Everton Barres da Silva e tenente-coronel Raulino Fermino de Souza em reunião na CDL de Joinville (Foto: Alex Pompeu)

 

Manutenção geral nos 15 quartéis, conserto de bicicletas, motos, carros e caminhões, compra de bicicletas e cavalos, entre outras ações. Essas melhorias foram e estão sendo possíveis graças à Associação de Amigos da Polícia Militar de Joinville (AAPMJ), criada em março deste ano e que até agosto havia conseguido R$ 192 mil em doações de moradores e empresários da cidade.

O vice-presidente da AAPMJ, tenente-coronel Raulino Fermino de Souza, está percorrendo entidades e empresas para divulgar o trabalho da associação e pedir apoio.

A AAPMJ veio para preencher uma lacuna em Joinville. Ao contrário de outras cidades da região, como São Bento do Sul e Jaraguá do Sul, a Polícia Militar da cidade mais populosa de Santa Catarina não tem convênios com as iniciativas privada e pública, conforme autoriza a legislação.

O mais comum dos convênios entre município e Estado, o de fiscalização de trânsito, por exemplo, está suspenso desde 2016. Não houve acordo sobre os índices de repasse dos recursos entre Prefeitura, Polícia Civil e Polícia Militar.

Viaturas encostadas por falta de manutenção era o problema mais comum até pouco tempo atrás. Pequenas obras de melhorias nos quartéis também ficavam na fila, entre outras necessidades.

Resposta positiva

Para uma estrutura com 15 quartéis, 160 veículos (entre ônibus, carros, motos e caminhões), além de cavalos, bicicletas, armas de choque e bafômetros, a falta de recursos para a manutenção acaba se transformando em uma bola de neve de dificuldades para o trabalho dos 715 policiais lotados em Joinville.

No final das contas, quem acaba perdendo é a comunidade, afirma o tenente-coronel, e a associação está “aproximando o cidadão de nossa realidade”. A resposta vem sendo positiva. Em agosto, a AAPMJ já tinha 57 doadores/parceiros e contabilizava quase R$ 200 mil em doações.

Somente a Justiça do Trabalho repassou R$ 100 mil para a reforma de todas as 12 bicicletas da Bike Patrulha. Com esse dinheiro também foi possível comprar oito bikes para atender à zona Sul da cidade, fazer consertos de motos, viaturas e caminhões da Cavalaria, entre outras benfeitorias. A associação tem 16 projetos em andamento. Um deles é o de conserto de motos, para o qual apenas uma empresa doou R$ 17 mil.

Raulino de Souza destaca que o dinheiro arrecadado é somente para ajudar a Polícia Militar. Fora disso, “nem para um gole de café”. A AAPMJ é presidida pelo coronel da reserva remunerada Adilson Michelli e tem 30 membros, sendo 15 civis, que atuam como fiscais. São todos voluntários.

Como participar

Não há quantias mínimas ou máximas para doações, segundo o vice-presidente da AAPM. A contribuição é facultativa, ou seja, cidadãos e empresas têm liberdade de continuar ou não com as contribuições.

Para participar, o interessado deve preencher um requerimento como sócio, doador ou sócio-doador. Este documento deve ser solicitado na página da AAPMJ do Facebook (https://www.facebook.com/APMJlle/) ou pelo whats 47 9 88140202. O boleto é enviado pelo whats. A associação está verificando a possibilidade de receber pela fatura da Celesc.

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